Weby shortcut
topo.jpg

*TV Brasil exibe os documentários premiados no Etnodoc 2009 a partir do dia 21*

A partir do dia 21, quinta-feira, no horário das 24 horas

*TV Brasil exibe os documentários premiados no Etnodoc 2009 a partir do dia
21*


Os 16 documentários premiados na segunda edição do "Edital de apoio à
produção de documentários etnográficos sobre o patrimônio cultural imaterial
brasileiro" (Etnodoc 2009) serão exibidos na grade de programação da TV
Brasil a partir do dia 21, quinta-feira, no horário das 24 horas. O primeiro
filme a ser exibido será* Baile do Carmo*, de autoria de Daniel Eiji Hanai e
direção de Shaynna Pidori. O documentário acompanha os preparativos para
mais uma edição do popular festejo retratado no título da produção, tido
como a mais sólida manifestação da cultura negra no município de Araraquara
(SP) e símbolo de resistência, celebrando a identidade desse grupo étnico.

Entre os documentários a serem exibidos, o filme *Hoje tem alegria, *de
autoria e direção de Fábio Meira,* *ganhou o primeiro lugar na 16a. edição
do "É tudo verdade - Festival Internacional de Documentários", na categoria
de curta-metragem. O documentário acompanha o cotidiano de três circos no
norte e nordeste do Brasil, tomando como eixo três personagens míticos da
tradição circense brasileira: os pernambucanos Índia Morena e o mágico
Alakasan e o amapaense Ruy Raiol. O festival é uma realização do Ministério
da Cultura, por intermédio da Secretaria do Audiovisual, Petrobras, BNDES,
CPFL/Energia, Centro Cultural Banco do Brasil, Rio Filme e Governo do Estado
de São Paulo, por meio da Secretaria Estadual de Cultura.

O Etnodoc foi criado em 2007 a partir de um grupo de trabalho composto por
especialistas do Centro Nacional de Folclore e Cultura Popular (CNFCP) e do
Departamento de Patrimônio Imaterial, unidades do Instituto do Patrimônio
Histórico e Artístico Nacional (Iphan) do Ministério da Cultura. A gestão do
Etnodoc, patrocinado pela Petrobras num total de R$ 1.200.000,00, é da
Associação Cultural de Amigos do Museu de Folclore Edison Carneiro,
vinculada ao CNFCP.

Os documentários destinam-se à exibição em redes públicas de TV, festivais e
mostras, no sentido de somar esforços e ampliar as ações voltadas para a
valorização e promoção dessa dimensão do patrimônio cultural, e também
estimular iniciativas voltadas para a melhoria das condições de transmissão,
produção e reprodução dos bens culturais que compõem esse universo. A
veiculação conta com a parceria da TV Brasil, por meio de termo de
cooperação firmado com o apoio da Secretaria de Audiovisual do Ministério da
Cultura.

O número de projetos concorrentes à segunda edição do edital superou todas
as expectativas, recebendo o total de 706 inscrições de todas as regiões do
país, o que significou um aumento de mais de 50% em relação ao seu primeiro
ano, em 2007. Os projetos vencedores foram divulgados em fevereiro e
desenvolvidos e concluídos em dezembro de 2010..


*Ordem de exibição e sinopses dos documentários*


*Baile do Carmo - *21/04/2011

Autoria – Daniel Eiji Hanai

Direção - Shaynna Pidori

O documentário acompanha os preparativos para mais uma edição do popular
festejo retratado no título da produção. Tido como a mais sólida
manifestação da cultura negra no município de Araraquara (SP), o Baile do
Carmo é um símbolo de resistência e celebra a identidade desse grupo étnico.
Através dos relatos de pessoas envolvidas com o evento – organizadores e
participantes, a produção resgata a importância que essa tradicional festa
possui para as gerações passadas e atuais. O documentário enfoca os anseios
e expectativas que crescem na vida desses personagens, conforme a realização
do Baile se aproxima. Eles surgem sinceros e de corações abertos, expondo o
poder transformador de uma única noite em seus cotidianos.

*Hoje tem alegria - *28/04/2011

Autoria e direção – Fábio Meira

O documentário acompanha o cotidiano de três circos no norte e nordeste do
Brasil, tomando como eixo três personagens míticos da tradição circense
brasileira: os pernambucanos Índia Morena e o mágico Alakasan e o amapaense
Ruy Raiol. Os três juntos representam a tradição do circo de pequeno porte
no Brasil. Longe dos grandes centros, esses seres errantes e apaixonados por
sua arte lutam para manter firme a tradição do maior espetáculo da terra. O
documentário ganhou o primeiro lugar no festival "É tudo verdade".

*A boca do mundo - *05/05/2011

Autoria e direção – Eliane Coster

*A Boca do Mundo - Exu no Candomblé* propõe uma abordagem etnográfica e
experimental sobre as múltiplas manifestações culturais de Exu, orixá/deus
da religião afro-brasileira Candomblé.
A realização do documentário subverte as formas tradicionais de realização
documental e parte de oficinas de capacitação em audiovisual, com adeptos do
Candomblé considerando a intimidade dessas pessoas com os aspectos
relacionados a Exu, sejam eles materiais ou espirituais. Nesse sentido está
a ideia de trazer membros da religião para a captação das imagens a fim de
tornar a representação mais interessante e verdadeira. O documentário traz
depoimentos de Mãe Beata de Iemanjá, ialorixá do Rio de Janeiro, e outras
pessoas que vivem o Candomblé.

*Quindim de Pessach - *12/05/2011

Autoria – Viviane Lessa Peres

Direção – Olindo Etevam

*Quindim de Pessach** *retrata um rico encontro entre a cultura judaica e
brasileira através da culinária, retratando o modo como esse saber foi
transmitido pelas matriarcas judias para suas brasileiríssimas cozinheiras,
que aprenderam com elas não apenas as receitas desses pratos carregados de
tradição, mas também todos os costumes - simbólicos, festivos e religiosos -
relacionados à comida. São histórias de vida recheadas de encontros e
sabores! O documentário mostra ainda como nossas cozinheiras se apropriaram,
com tanta dedicação, de uma nova cultura, acrescentando a ela os sabores de
suas miscigenadas raízes, e se tornaram detentoras de um importante saber,
transmitido às novas gerações que vêm descobrindo a importância de preservar
suas tradições.

*Dona Joventina - *19/05/2011

Autoria - Clarice Kubrusly

Direção - Clarisse Kubrusly e Milena Sá

O documentário apresenta as polêmicas “biografias” de Dona Joventina, boneca
do maracatu "Estrela Brilhante". A escultura de madeira escura ficou durante
30 anos (1965-1996) sob a posse da pesquisadora Katarina Real, antes de ser
doada ao acervo do Museu do Homem do Nordeste, em Recife. Hoje existem duas
nações de maracatu que se denominam "Estrela Brilhante" e que de formas
distintas reivindicam a posse e a retirada da boneca do museu. Uma nação
fica localizada no Alto José do Pinho, na cidade do Recife, e a outra, em
Igarassu, antigo município dos arredores da capital. O filme etnográfico
registra a visita das duas nações ao museu buscando mostrar os sentimentos e
os usos dos diferentes sujeitos envolvidos com Dona Joventina e outras
bonecas de maracatu.

*João da Mata falado *- 26/05/2011

Autoria – Ana Stela Cunha

Direção – Vicente Simão Júnior e Ana Stela cunha

Os encantados, tema do documentário, são entidades que figuram nos Pajés –
religião de matriz negro-africana praticada mais extensamente na borda oeste
do Estado do Maranhão, Brasil.

O filme centra a atenção na família de João da Mata, um encantado
pertencente à linha dos “caboclos”, e que é conhecido por praticar curas
(físicas ou espirituais). Essas definições são maleáveis e oscilam segundo a
casa e a experiência de cada praticante/Pajé.

*Palavras sem fronteira – tradições orais nos limites do Brasil* -
02/06/2011

Autoria e direção– Luciana Hartmann

*Palavras sem fronteira *é um documentário sobre contadores de
causos/cuentos que habitam a tríplice fronteira entre o Brasil, o Uruguai e
a Argentina. A narrativa audiovisual explora as nuances e a riqueza dessa
manifestação expressiva, com um enfoque especial para os seus protagonistas,
os contadores, e suas particulares performances. No documentário são
privilegiados os encontros entre os habitantes da região, muitos deles
casais de diferentes nacionalidades, famílias ou grupos de amigos que em
“roda de causos” multiculturais revelam, através de suas histórias, as
riquezas e peculiaridades que caracterizam o viver “na fronteira”. João
Emílio, Don Chico, Seu Napoleão, Dona Lira, Nelson e Morocha são alguns dos
narradores que conduzem com sensibilidade e bom humor o espectador pelo
universo dos causos fronteiriços.

*Soldados da borracha *- 09/06/2011

Autoria e direção – Cesar Garcia Lima

O que aconteceu aos seringueiros que extraíam borracha na Amazônia para
ajudar os Aliados, durante a Segunda Guerra Mundial? A maioria morreu sem
nenhuma assistência na própria floresta que a propaganda de guerra divulgava
como paraíso. O Acre foi seu destino preferido e é nesse cenário de luta
pela preservação ecológica que os sobreviventes contam como a promessa de
riqueza deu lugar à solidão e ao desamparo. Em meio a imagens da região nos
anos 1940, nas cidades de Rio Branco, Plácido de Castro e Xapuri, eles
mantêm a memória acesa e não sucumbem à infelicidade, mesmo que o outono de
suas vidas tenha chegado.

*No rastro - *16/06/2011

Autoria e direção – Marcus Antonio Moura Tavares

No sertão do Inhamuns, Estado do Ceará, vive há 96 anos Zé Valadão. Ele é um
dos últimos representantes de uma estirpe sertaneja em extinção: os
rastejadores. Uma rês perdida do rebanho, um ladrão de cavalos, um assassino
que a polícia não encontrou, uma criança perdida na caatinga, nada escaparia
da sabedoria e das artimanhas dos Valadões. Ao lado dos irmãos Chagas, Assis
e Antonio, já falecidos, transformou-se em verdadeira lenda na região. A
palavra de um Valadão valia mais que a sentença de um juiz ou um informe de
detetive. Se alguém passasse por eles na vida e deixasse alguma marca no
pedregoso e duro chão nordestino, jamais esqueceriam. Para eles é mais fácil
lembrar de um rastro que de um rosto. Hoje ainda trabalha em sua pequena
roça de milho e na criação de algumas vacas e cabras, além de observar
atentamente o progresso do neto e de um sobrinho nas artes e técnicas do
rastejar.

*Vento Leste - *23/06/2011

Autoria e direção – Joel de Almeida

Trata-se de um documentário poético que irá mostrar a viagem de dois dos
últimos saveiros comerciais da Baia de Todos os Santos: o *É** da vida, *que
sai da tradicional localidade de Maragogipinho, carregado de cerâmicas, e o
*Sombra da lua,* que sai de Maragogipe, carregado de frutas, verduras e
carnes defumadas, ambos com destino a Salvador. Na primeira parte do
percurso, o espectador irá ver nas margens, ruínas de fortificações,
engenhos de açúcar e igrejas do Brasil Colonial, e na segunda parte,
indústrias modernas, uma movimentação de barcos cortando o mar em alta
velocidade e grandes cargueiros ancorados no porto. Durante o trajeto, os
mestres tripulantes revelam suas experiências de vida, fatos históricos e
lendas da região.

*Kusiwarã Jarãkõ – as marcas e criaturas de Cobra Grande - *30/06/2011

Autoria – Dominique Tilkin Gallois

Direção - Gianni Maria Puzzo

O documentário trata das formas de criação e recriação dos padrões gráficos,
que constituem um dos saberes valiosos - juntamente com cantos, danças e
diversas tecnologias - apropriados pelos Wajãpi em seus contatos com os
donos da água e da floresta. Cobra-Grande, dono e controlador do universo
aquático, está presente na vida cotidiana dos Wajãpi, que comentam, no
filme, os modos adequados de se comportar e conviver com ele.

*Lá do Leste - *07/07/2011

Autoria – Carolina Caffé

Direção - Carolina Caffé e Rose Satiko Gitirana Hikiji

Street dance, grafite, rap e gospel. O filme mostra como a experiência
periférica urbana tem um lugar central na produção dos artistas de Cidade
Tiradentes, que cresceram junto com o distrito paulista e em suas obras
dialogam com seus desafios e sonhos. A Cidade Tiradentes é o maior complexo
de conjuntos habitacionais populares da América Latina, lugar marcado pela
exclusão, com loteamentos clandestinos e favelas, no qual a população
orquestra suas dificuldades com dinâmicas próprias de sociabilidade, moradia
e apropriação do território.

*Curandeiros do Jarê *-14/07/2011

Autoria – Camilla Dutervil

Direção - Marcelo Abreu Góis

*Curandeiros do Jarê* é a historia de Ademário, personagem principal do
documentário e filho de santo do Jarê. O documentário percorre o universo
mítico da cura, da relação com a natureza e dos conhecimentos ancestrais que
o curandeiros detém sobre a medicina natural. O Jarê das Lavras Diamantinas
existe somente na região da Chapada e é uma face do Candomblé muito pouco
estudada e reconhecida no Brasil. Atualmente, com praticamente duas décadas
de proibição oficial do garimpo na região, houve uma grande evasão dos
garimpeiros que viviam nas serras e muitas Casas de Jarê não mantêm mais as
suas práticas. No documentário, Ademário, Ogan da Casa de Jarê de Pai Gil de
Ogum, luta contra uma grave doença cardíaca que o faz iniciar uma jornada de
fé e coragem em busca da cura. Durante seu caminho, o mundo físico e o
espiritual se unem e as fronteiras das experiências terrenas são eliminadas,
aproximando os vivos, os mortos e os encantados.

*As escravas da Mãe de Deus - *21/07/2011

Autoria – Decleoma Lobato Pereira

Direção – Áurea Pinheiro e Cássia Moura

O argumento central é a folia popular “Escravas da Mãe de Deus da Piedade”,
que ocorre na região de Igarapé do Lago, distrito do Município de Mazagão,
no Amapá. A celebração em louvor a Nossa Senhora da Piedade é o fio condutor
do filme. O centro da narrativa é a celebração: os fiéis, as crenças e os
rituais. Busca-se uma composição entre palavras, gestos e sons. A própria
observação das pessoas, enquanto fiéis, seus silêncios, gestos, rostos,
movimentos de mãos, olhares, revela circunstâncias ritualísticas que
comunicam uma paisagem visual e sonora. Busca-se uma composição de sons
originais das rezas, ladainhas, batuques e paisagem natural, a partir dos
recursos da etnografia e da música, sem perder de vista uma verossimilhança
com o ritual e suas características originais.

*Eu tenho a palavra - *28/07/2011

Autoria e direção - Lilian Solá Santiago

Uma viagem linguística em busca das origens africanas da cultura brasileira.
O antigo reino do Congo foi a origem da maioria dos africanos escravizados
no Brasil que, no cativeiro, criaram diversos dialetos para que pudessem se
comunicar livremente. A “língua do negro da Costa” é um desses dialetos,
ainda preservado na comunidade remanescente de quilombo de Tabatinga (Bom
Despacho, MG). O idioma é composto por um português rural do Brasil Colônia
e línguas do grupo Banto, com predomínio do quimbundo e mbundo, faladas até
hoje em Angola. Dois personagens – um falante da “língua do negro da Costa”
e outro falante de quimbundo e mbundo – são os guias nessa viagem
transoceânica de reconhecimento.

*Mbaraká – a palavra que age - *04/08/2011

Autoria – Spensy Kmitta Pimentel

Direção – Edgar Teodoro da Cunha

A partir de entrevistas com os xamãs *nhanderu *e de registros dos seus
cantos, danças e cerimônias, o filme aborda o universo dos cantos xamânicos
por meio dos aspectos performáticos da palavra, da sonoridade, do gesto, da
dimensão onírica e de volição mobilizada pelo canto. Se a palavra pode ser
história, mito e narrativa, entre os Guarani-Kaiowá ela também é poesia e
profecia: um canto de esperança em um futuro melhor.

 

Fonte : tv brasil

Listar Todas Voltar